A constatação dos novos videntes, é que os seres humanos são criaturas de inventário.
E o primeiro e principal erro que os seres humanos cometem é confundir seus inventários com a Realidade.
Em seguida, tiram conclusões definitivas a respeito da Realidade, com base nos seus inventários.

Cometemos esse erro porque nosso inventário se TORNA a nossa experiência.
E achamos que, se é a nossa experiência, então é real.

E a partir daí, frequentemente, começamos a cultuar o nosso inventário como se fosse “A” verdade absoluta válida pra toda a humanidade.

A Realidade é o mar escuro.
Ela é totalmente ausente de significados.
Ela contém em si, potencialmente, todos os significados possíveis e imagináveis e não imagináveis,
todas as experiências e todas as maneiras possíveis de perceber.

Mas é em si mesma neutra, e vazia de qualquer significado particular.

Nós criamos e atribuímos significados de acordo com a posição do nosso ponto de encaixe.
Dessa forma, eles nunca são definitivos.

E quando achamos que são, é porque nossa consciência adormeceu em um desses muito significados possíveis.
Ficamos presos numa posição e numa descrição particular das coisas.

As visões que temos da Realidade, baseadas em posições do ponto de encaixe,
nunca são a ÚNICA maneira possível de perceber a Realidade.
Não são absolutas pra todos os seres vivos.

É uma experiência em meio a um infinito de perspectivas e experiências possíveis.

Não existe um mundo lá fora que é exatamente o mesmo pra todos.
Existem inúmeras versões de mundo, um pra cada ponto de encaixe.

A concordância geral é uma espécie de “ilusão de ótica”:
Pelo condicionamento da espécie, aprendemos a criar visões de mundo parecidas.
Mas não importa quão parecidas sejam, nossas experiências continuam sendo individuais.
Vemos isso nos pequenos detalhes, nas pequenas (e grandes) discordâncias do dia a dia.

Se houvesse um Mundo que é o mesmo pra todos, não haveria possibilidade de mover o ponto de encaixe.
Mas os nossos próprios sonhos da noite, nossas mudanças de perspectiva ao longo da vida, ou mesmo de um dia, nos mostram que a coisa não é assim…

Luno Maroscuro

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