“Um-a vidente é energia impessoal que assume diferentes disfarces míticos, diferentes “personalidades” com as quais se veste e desveste, como roupas, dependendo de onde o ponto de aglutinação se encontra.”
(Tolteca, the Way of the Warrior Seer – Anon)

– Lobita: Esse trecho sintetiza o que significa ter o domínio de diversas posições do ponto de aglutinação. Cada posição do ponto de aglutinação representa uma expressão de personalidade diferente. Mas, não são expressões de personalidade idealizadas, são expressões naturais da personalidade da-o vidente que se expressam de acordo com os posicionamentos encontrados.

Essas personalidades expressas fazem parte da personalidade típica. Podem ir gradualmente se fragmentando e incorporando as novas horizontalidades perceptivas e cognitivas alcançadas. 

Os posicionamentos do ponto de aglutinação abrangem diferentes personas ou diferentes aspectos de uma mesma personalidade. Ou poderíamos dizer que são filamentos de energia que partem de algo que é como um guarda chuva – o ponto focal do Eu usado para o Intento. 

O domínio do ponto de aglutinação é a arte tolteca da espreita. Por isso, a espreita é também uma capacidade de expressar personalidades diferentes.

A capacidade de expressar personalidade diferentes ocorre a medida que a espreita se desenvolve. A espreita, de modo geral, é uma técnica de fixação do ponto de encaixe. 

Fixar um posicionamento específico é estratégico, é um empreendimento de poder e atua confluindo com as demandas da vida pessoal, ao passo que se compreende as características necessárias para ir de encontro aos objetivos que se almeja alcançar.

– J Christopher: Sim, a impressão que me dá grosso modo é que ao longo da caminhada uma persona de qualidade bem diferente surge pra cada um dos centros do corpo, a medida que vão sendo ativados (…e que se encontram em faixas/níveis verticais diferentes de emanações no casulo).

Cada posição nova que o ponto de encaixe vai assumindo na jornada dá lugar a uma perspectiva também nova sobre o mundo e sobre o “eu”: uma perspectiva do sentir, que tem pouco em comum com a do intento inflexível, que tem pouco em comum com a da vontade, que tem pouco em comum com a do corpo sonhador, e assim em diante, vamos caminhando e com o tempo contradizendo nossas personas anteriores (até o ponto de encaixe transcender a forma humana e com ela a identificação com seus reflexos dentro das descrições). 

Uma guerreira que vive fixada no sentir como sua identidade – intuitiva, espontânea, aberta, perceptiva com o entorno – assume uma persona bem diferente quando o intento inflexível vira o centro de gravidade do seu ser (ou o inverso, pra um guerreiro).

E tem também isso das “sub-personas” diferentes digamos que podem se formar a partir de um mesmo centro (como você disse dos diferentes aspectos de uma mesma personalidade!) 

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