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A autoreflexão, e o espelho da consciência: Existem tantas versões de mundo quanto existem casulos.

Os seres humanos, enquanto mantém um sentido (ilusório ou real) de individualidade, são pontos de encaixe dentro de casulos perceptivos. 
Nesses casulos, mesmo quando se acredita estar percebendo o outro, o que se está percebendo não é realmente o outro. 
É um aspecto da nossa própria experiência, dos próprios sentimentos, da própria memória naquela posição perceptiva, projetado numa imagem no espelho. 
O que percebemos não é a experiência que o outro ponto de encaixe está tendo no seu casulo, mas a nossa própria interpretação do que aquilo parece ser, refletida. 
A interpretação que se faz do outro muda quando o próprio ponto de encaixe se desloca.

Existem tantas versões de mundo quanto existem casulos. Nenhuma visão particular é absoluta.

Perceber e entender a experiência que um outro casulo tem em sua interpretação de si e do mundo não se faz simplesmente analisando as palavras que uma pessoa diz ou escreve. 
Um guerreiro ou guerreira que espreita ou Vê pode dizer asneiras e parecer um perfeito idiota aos olhos de um observador, sem dar importância pra isso.
Ou alguém pode dizer coisas aparentemente de um conhecimento teórico muito sofisticado sem ter experiência direta daquilo que diz.
Uma palavra que alguém usa pode ter um sentido completamente distinto pra outra pessoa, de forma que quem escuta dá o seu próprio colorido ao que foi dito, sentido esse que pode ter muito pouco ou nada a ver com a intenção original de quem falou.

A percepção do que se passa no casulo pessoal do outro requer uma conexão ativa entre o nagual – que sente com as fibras de energia – e o tonal, que se dá conta do que foi percebido pelo nagual na forma de uma certeza não-linear. Essa certeza pode ainda, no entanto, ser mais ou menos distorcida ao ser interpretada pelo tonal.Pra uma percepção tão próxima quanto possível da experiência pessoal do outro, é preciso mover o ponto de encaixe pra mesma posição em que o outro ponto de encaixe se encontra.
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A guerra do guerreiro, e todas as técnicas e práticas anexas, são uma jornada pra criar as condições para que a totalidade de si seja recuperada.
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Alcançar reviver seu vínculo com o nagual é transcender os limites do casulo pessoal e de certa forma voltar a ser apenas como um espelho. Um espelho consciente. 
Na ausência da interpretação, o ser percebe que está apenas refletindo pra cada bolha suas próprias interpretações. 
Mas na sua experiência as fronteiras das bolhas já não são mais reais e por isso mesmo se conecta com aquela que é realidade fundamental, anterior e transcendente a todas elas.

Pra uma percepção tão próxima quanto possível da experiência pessoal do outro, é preciso mover o ponto de encaixe pra mesma posição em que o outro ponto de encaixe se encontra.

A guerra do guerreiro, e todas as técnicas e práticas anexas, são uma jornada pra criar as condições para que a totalidade de si seja recuperada.

Alcançar reviver seu vínculo com o nagual é transcender os limites do casulo pessoal e de certa forma voltar a ser apenas como um espelho. Um espelho consciente. 
Na ausência da interpretação, o ser percebe que está apenas refletindo pra cada bolha suas próprias interpretações. 
Mas na sua experiência as fronteiras das bolhas já não são mais reais e por isso mesmo se conecta com aquela que é realidade fundamental, anterior e transcendente a todas elas.

— J Christopher

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