1 – Tensegridade
2 – Recapitulação
3 – Não-fazeres
4 – Pequenos Tiranos
5 – Técnicas de Observação
6 – Silêncio Interior
7 – Disciplina e ações impecáveis
8 – Sonhar
9 – Espreitar

Nota: Os nove caminhos estão listados basicamente em ordem ascendente, em relação à consciência necessária para praticarmos adequadamente. Os últimos, sonhar e espreitar, sendo de todos os mais intricados, requerem haver aumentado nosso nível de consciência (luminosidade) pelo menos acima dos tornozelos.

1 – Tensegridade

A cada um dos discípulos do nagual Juan Matus lhes foi dada uma linha de passes. Clara Grau ensinou a Taisha uma série de movimentos para serem realizados no solo, entretanto Emilito ensinou-a outros, para pratica-los nas árvores . No princípio de sua estadia na casa dos bruxos, Taisha não tinha permissão para entrar no ginásio de Clara devido ao fato de ser radioativa (não havia recapitulado o suficiente). Clara havia aprendido artes marciais na China e era uma mestra na prática de bastões.

Um dia Taisha intentava dar uma olhada as escondidas no ginásio através de uma pequena fresta no muro que ela mesma havia feito. Manfredo (que finalmente foi-se com a partida do velho nagual, porque sua consciência cobriu a totalidade de seu corpo fazendo-o igual ao restante dos membros), começou a arranhá-la e latir repetidamente. Depois que Taisha foi descoberta, perguntou a Manfredo porque a havia delatado; ele manifestou que só estava tratando de alertar Clara de que já era hora de lhe ensinar os passes.
Clara ajustou os movimentos ao tamanho de Taisha.

Este fato demonstrou ao grupo de Carlos Castaneda que se podiam amoldar os passes para que outras pessoas os realizassem. Clara lhe disse que fizesse os passes com total atenção e silêncio interior. Desta forma estariam imbuídos do intento de aumentar a consciência e acender novas fibras que, em essência, causaram um movimento do ponto de aglutinação.

Taisha disse que a haviam instruído para focar seu intento em duas áreas de estrelas mortas quando realizaram os passes da comporta estelar; a constelação Boreal e a estrela Binária Rotante, que faz o olho do Touro na constelação de Touro.

2 -Recapitulação

As Chacmols estão recapitulando, e mais adiante nos descreverão o processo. A recapitulação é uma técnica dos velhos bruxos, desenhada para desenredarmos energeticamente de nossos laços com o passado. Livranos de nosso forte vínculo com as velhas interpretações e nos permite perceber novos estímulos. Também está concebida para dar descanso aos velhos filamentos fixos e permitir-nos, desta maneira, perceber novas bandas, novos filamentos, antes ignorados.

Através da Recapitulação sabemos que as novas percepções são apenas momentâneas; então não nos permitirmos prendermos outra vez em velhos padrões.

Quando movemos a consciência até os velhos filamentos, observando cada detalhe, e logo voltamos outra vez ao presente, acompanhado do processo do respirar, afrouxamos o ponto de aglutinação. A Recapitulação revela, ademais, nosso inventário completo de ações ou reações e nossos padrões básicos de comportamento. Isto nos capacita, depois de recapitular, escolher novas ações, como por exemplo, os não-fazeres.

As mulheres são seres inorgânicos em 50%, apenas tem que aquietar seu diálogo interno e se transformam em seres tubulares. Taisha tem dois seres inorgânicos vivendo com ela, Globus e Phoebus; são seres identificáveis individualmente. O ponto de aglutinação pessoal e a configuração energética de Taisha está encaminhando-se até a posição dos seres inorgânicos, permitindo-lhe incrementar os vislumbres de seus hóspedes.

3 – Não-Fazeres

Não fazer significa, essencialmente, não usar itens de nosso velho inventário de ações e reações. A recapitulação nos permite dispor desse inventário permitindo-nos um momento de pausa.

Quando um bruxo comporta-se de maneira totalmente estranha para si mesmo, começam a acender novas fibras em seu ovo luminoso. O corpo energético desperta e responde como resultado dessas novas iluminações. Começam com lentas interrupções, que tratam de romper com a concepção de que o mundo e sua continuidade é um caminho seguro.

Taisha recordou a um professor da UCLA, que ilustrava a seus estudantes com o seguinte exercício para que compreendam a visão que os filósofos e fenomenologistas tem da percepção: pois prismas presos em grampos ou algo parecido que os estudantes levavam. Mirando através deles, o mundo se via ao revés. (Taisha recordou também a estória de um estudante de antropologia que uma vez encontrava-se no cemitério e começou a ver espíritos. Assustou-se tanto que em um minuto esqueceu-se da antropologia). Com essas máscaras com os prismas invertidos, levou os estudantes a compreensão de “como caminhar uns poucos passos com elas permitia uma nova percepção”.

Os não-fazeres são realmente interrupções de nossa continuidade, como por exemplo, fazer algo com a mão oposta a habitual. Estamos “não-fazendo”, quando utilizamos um item que não forma parte de nosso inventário; também pode ocorrer sob condições de grande tensão. Esses momentos nos obrigam a mudar nossa idéia do que cremos que podemos fazer.

O explorador azul tornou realidade um sonho de Taisha e a levou, com um amigo ao Grande Canyon, onde passaram a noite em uma pousada ao pé do mesmo.

(Taisha comentou que alguém havia feito a reserva apenas para eles). Taisha então chamava-se Anna Maria Cordoba, uma estudante da UCLA. Seu acompanhante não sabia nada dela.

*Taisha estava muito preocupada de como iria realizar o caminho de volta e sair do Grande Canyon, devido ao fato de que naquela época sua forma física era terrível. Não dormiu a noite toda e tomou café ao longo das horas, prejudicando seu estômago. O explorador azul tão pouco dormiu, já que todos dividiam a mesma habitação.

Taisha insistiu para que ao regressarem tomassem o mesmo caminho que fizeram ao vir. Isto permitiria enviar seu corpo energético ao caminho pela noite, para estabelecer o intento ou uma fundação energética, que possibilitaria fazer o caminho de volta. No dia seguinte enquanto caminhavam ela foi recolhendo coisas pequenas, como pedras, nas quais descarregava sua fadiga. Também explicou que podemos deixar a fadiga nos cantos arredondados ao nos apoiarmos nos mesmos . Ademais, existe uma forma de obter energia que consiste em segurar as mãos de forma particular (obs: aqui o sentido parece ser o de posicionar as mãos de uma forma particular, onde os dedos juntos, voltam-se para dentro, de forma relaxada, como se fosse uma garra).

Basicamente, para sobreviver à viagem de volta, Taisha executou seu repertório inteiro de não-fazeres, incluindo saber que ervas inalar e observando mediante a técnica da mirada fixa, o lugar onde descansar. Geralmente, quando o corpo físico está esgotado, a configuração energética toma o comando. Ademais, Taisha utilizou o não-fazer de “o poder de mula”, obtendo assim a energia dos carregamentos de mulas de que desciam pela montanha. Taisha também foi a primeira a despertar, o que permitiu pegar a energia que levavam as mulas que passavam ao seu lado. Empregou também pequenos filamentos das pedras ao longo do caminho para extrair energia.

O resultado de todos esses não-fazeres foi que Taisha conseguiu chegar uma hora antes de seus jovens companheiros, que chegaram a certa altura estar a sua frente.

4 – Pequenos Tiranos

Os feiticeiros afirmam que o que mantem fixo o ponto de aglutinação em sua posição atual é nossa ênfase e preocupação em nós mesmos (auto-reflexão). Como liberarmos da preocupação com o eu? Existem três caminhos:

a) Tornando-nos abstratos ou mediante a loucura controlada. Nossa tendência é fazermos de nós mesmos mais importantes do que em realidade somos, quando deveríamos ver realmente que tudo o que nos rodeia é apenas ENERGIA: as árvores, os predadores, os animais, etc…

b) Através dos pequenos tiranos. Estão em todas as partes e podemos utilizá-los para espreitar nossa importância pessoal. Os pequenos tiranos fazem que surjam a tona certos comportamentos os quais estamos presos ou condicionados.

c) Mediante o reconhecimento de que somos seres destinados a morrer. Porque então ter import6ancia pessoal? Essa consciência, assim como o lugar da não-compaixão, é uma mudança no ponto de aglutinação.
Taisha nos advertiu que o perigoso e provável é que ao vencer um pequeno tirano, nossa importância pessoal aumente. Por exemplo, Carlos Castaneda viu a Clifford, um amigo, caminhando com a cabeça raspada, sem camiseta e um colar de alhos ao redor do pescoço.

Clifford era um peido, porque pensava que podia melhorar as coisas e faze-lo tudo mais perfeito que os outros. Os não-fazeres e o trato com os pequenos tiranos, devem ser levados de forma tranqüila e simples, sem que ninguém o saiba, não devem ser como um comportamento social ou de grupo, mas uma tarefa de guerreiro.

5 – Técnicas de observação

Mirar fixamente (gazing), não é mirar, é algo que está entre perceber e mirar. As técnicas de observação são utilizadas para nos ajudar a romper a certeza de que este mundo é um mundo de objetos. Mirar fixamente está estruturado para romper a tendência da percepção envolta na subjetividade do mundo ou presa aos padrões da ordem social.

Podemos mirar fixamente a areia, as pedras, as folhas…

Podemos observar as árvores sempre e quando não estivermos de mau humor. Nesse caso é melhor mirar o horizonte ou o mar. O oceano é suficientemente vasto para absorver esses sentimentos. O método utilizado pela velha Florinda consistia em dar rápidas olhadas, escolhendo coisas que possivelmente não pertenciam àquele local em particular, para sobrecarregar seu campo visual. Pode-se também fazer uma observação de varredura, de 360 graus ou, alternativamente, olhar para cima e para baixo.

Podemos observar as folhas, perfilando-as ou contandoas.

Isto pode ocasionar uma mudança abrupta que façam as folhas desaparecerem, ao substituir o fundo por um primeiro plano. Esta é uma técnica para romper nosso padrão de percepção e para intentarmos perceber a energia diretamente.

6 – Silêncio interior

Este é um assunto de acumular mais e mais silêncio interior. Quando Taisha chegou aos cinco minutos (para Florinda foram oito), seu ponto de aglutinação atravessou os limites usuais. Para Carol Tiggs o ponto crítico é de vinte e três minutos de silêncio interior.

Nesse ponto ela pode “parar o mundo”. Como nagual, sua massa energética é bem maior e leva muito tempo para movê-la. Alguns budistas utilizam um ramo fino ou um bastão desde o chão até a frente como uma forma de concentrar-se para alcançar o silêncio interior.

Também podemos acender um fósforo, molhar a ponta e observar a outra ponta, intentando o silêncio. Quando alguém chega ao seu umbral crítico de silêncio interior, pode alcançá-lo mais rápido e de forma prolongada.

7 – Disciplina e ações impecáveis

A disciplina não significa ordem ou regime e sim impecabilidade, dando a cada um de nossos atos total concentração e intento inflexível, sem esperar nenhuma recompensa pessoal.

Os bruxos sustentam que temos que atuar como se o que fizéssemos fosse o nosso último ato sobre a terra. Proceder impecavelmente nos torna desagradáveis e sem sabor para os predadores. Estes não são nem bons, nem maus, são apenas parte de um universo predatório; assumem a forma humana para nós porque a um nível subliminar estamos conscientes deles. Neste ponto Taisha mostrou as ampliações das fotos dos predadores, como aparece transcrito em notas anteriores. As fotos mostram uma figura de dois ou três metros de altura a esquerda da pirâmide principal, com as montanhas ao fundo. Parecia uma pessoa com braços ou asas por cima da cabeça, voando, com as pernas dobradas nos joelhos e estiradas para trás. Taisha nos disse que os voadores ou predadores encontram-se onde há grandes aglomerações de pessoas.
Nós, os adultos, não vemos esse tipo de coisas; as crianças os vêem nos primeiros anos, antes de serem socializadas.

Algumas pessoas podem alcançar um alto estado de consciência bastante rápido. Em certa ocasião, Carlos Castaneda visitou uma mulher de oitenta anos que vivia em uma casa de retiro; dita mulher havia recobrado a consciência depois de vinte anos em estado de coma.

A senhora, havia escrito um livro sobre um grupo de índios e vivia com um deles (bruxo co-escritor?), o qual ao final da visita, um dos índios disse a Castaneda que lhe parecia injusto que ele, que estava avançando muito rapidamente em suas práticas de bruxaria com relação a eles (o grupo do nagual?) não pudera estar um tempo mais falando e fazendo amigos realmente.

Castaneda viu neste comentário a máxima arrogância por parte do homem. Dois anos mais tarde, o nagual se viu em uma tormenta enquanto dirigia do México a São Diego pela auto-pista oito. Acercou-se então um caminhão reboque que lhe indicou que o seguisse, ficando sob a sua guarda. Castaneda pos-se ansioso porque não sabia até onde ia o caminhão e fazia sinal para que o condutor do caminhão parasse.

Finalmente, os dois veículos terminaram em uma estrada de pedras.

O motorista do caminhão era o índio. Este disse a Castaneda que estava pagando uma dívida com ele, por sua instrução. Fez saber ao nagual que estavam na segunda atenção juntos. Aparentemente, o homem tinha o nível de energia e consciência necessário para levar Castaneda dentro de seu “ensonhar”. Tão logo o caminhão foi embora, Castaneda encontrou-se outra vez na auto-pista 8.

8 – Ensonhar

“Ensonhar” não significa ter sonhos lúcidos. No sentido que os bruxos concedem a esse termo, ensonhar quer dizer ter um grau de controle necessário para fixar o ponto de aglutinação em qualquer posição que se desenvolva durante o sono. O conteúdo dos sonhos não conta, o que conta é por quanto tempo e com que intensidade podemos mante-lo ali. Temos que espreitar nossos sonhos para fixar o ponto de aglutinação em qualquer posição que o “sonho”‘ nos leve. Então podemos voltar ao mesmo sonho uma e outra vez, apenas por ter conseguido fixar o ponto de aglutinação neste sonho.

Começamos despertando de um sonho e nos localizando nele; necessitamos a fixação em algo que queiramos fazer no sonho, isso nos despertará. Mais tarde quando estamos totalmente conscientes de novo, podemos repetir os mesmos movimentos que fizemos em nosso “sonhar” para trazer nosso corpo energético ao nosso corpo físico.

9 – Espreita

Os bruxos dizem que primeiro devemos espreitar a nós mesmos através da recapitulação. Levar a cabo esta premissa requer ser implacável com nós mesmos, na valorização de quem somos e como é nossa vida. Taisha deu-se conta, graças a sua recapitulação, que era extremamente complacente (como muitos de nós), e que fazia qualquer coisa para conseguir o que queria.

Dom Juan a chamava de “eu quero que”. Além disso era incapaz de sentir afeto por algo. soltar seu ponto de aglutinação, Taisha ficou tanto tempo nessa nova posição que alucinou. Quando voltou a seu estado original continuou vibrando, sem mover-se para nenhum lugar, como uma máquina funcionando no vazio. (provavelmente seu ponto de aglutinação ficou errático)

O grupo de Dom Juan preocupou-se tanto por este motivo que decidiram colocar-la nas árvores. Seu ponto de aglutinação fixou-se então em uma nova posição enquanto estava na casa sobre as árvores. Taisha experimentou sentimentos pela primeira vez, que eram estranhos, como afeto pelas árvores. Ademais sentiu como as árvores comunicavam-se através de “bolhas” de sentimentos. Taisha estava utilizando filamentos diferentes dos usuais.

Depois de dois anos, seu ponto de aglutinação voltou a estabilizar-se, então lhe foi dada uma nova tarefa como espreitadora: a de fixar seu ponto de aglutinação em uma nova posição que correspondia a uma moça ingênua e super-feminina buscando um marido. Esta foi uma mudança dramática, já que nas árvores, seu ponto de aglutinação havia se movido para uma posição atlética, livre e masculina, inclusive seu ponto de aglutinação direcionou-se para fora e o ponto de aglutinação na maioria das mulheres encontra-se voltado para dentro.

Durante mais de um ano Taisha fez o papel de Madeline Rigo, aperfeiçoando-se em francês, etiqueta, cozinha e etc., para conseguir ser uma mulher desejável para o matrimônio; recebeu diferentes ofertas. Este período terminou quando apaixanou-se por um homem inadequado, que havia sido sacerdote. Era um homem jovem, obsessivo, com sentimentos de culpa e profundamente pertubado, que passava seus dias dirigindo um ônibus e passeando ao redor das igrejas. Taisha, como Madeline, decidiu que ia salva-lo.
Os bruxos vêem a loucura como uma super-ênfase ou fixação em manter as fibras de luminosidade em um ponto particular.

Ele decidiu colocá-lo nas árvores. Uma vez que subiu o homem tornou-se completamente louco. Depois desse escândalo o tempo como Madeline findou-se.

A seguinte posição de espreita assinalada para Taisha foi como a mendiga Alfonsina, um grande salto, já que anteriormente havia sido uma ingênua consentida. Dom Juan contratou uma mendiga para ensinar a Taisha tudo sobre ser mendiga e servir como sua mãe. Quando viu a asquerosa espelunca onde vivia a mulher, Taisha quis fugir imediatamente. Localizou a Dom Juan para implorar-lhe que a deixasse voltar. Dom Juan lhe disse para escolher entre voltar ao seu mundo (o de Taisha), ou ser Alfonsina até as profundidades.

A consciência de Taisha era já o sufucientemente alta para atuar como a verdadeira Alfonsina. Taisha teve unicamente sua disciplina e seu intento inflexivel nesta experiência, e devido a tensão vivida, chegou a experimentar amor por sua mãe; assim foi a mendiga Alfonsina, sem sentir vergonha ou lástima.

O papel de Alfonsina acabou quando uma mulher que havia intentado levar Taisha a sua casa para assea-la e vesti-la e a quem Taisha havia evitado anteriormente, conseguiu seu objetivo, banha-la e retirar-lhe a sujeira de sua pele enegrecida, mostrando que podia tornar-se “branca”. Este fato assinalou o fim de Alfonsina. A quarta e última posição de espreita de Taisha foi como um homem, Ricky. Ricky era um jovem americano apaixonado pela vida e identificado por todas as pequenas coisas que damos por certas. Ele levava vantagem nas oportunidades da vida, porém a principal característica dele era o conhecimento de que sua vida ia chegar ao fim.

Quando não temos ego é fácil entrar em um universo paralelo, além disso o emissário do sonhar, que é sempre uma voz feminina, nos descreve como é. Nesse universo podemos interatuar com os seres inorgânicos, os aliados para os antigos videntes. Entramos em seu mundo pelo sonhar, aonde nossa velocidade ajusta-se a deles. Os espreitadores podem adaptar-se a essa velocidade através da vigília em repouso, com a voz que lhes dissem o que devem fazer para conseguir tal.

Dois seres inorgânicos com os quais Taisha está conectada tem entrado em nosso mundo. Eles tem levado Taisha em muitas viagens a lugares distantes de seu mundo, muitos dos quais são acessíveis para nós. Ela também tem sido levada para mundos espantosos da segunda atenção, razão pela qual ficamos sem ve-la durante um ano. Eles também a tem levado a lugares tremendamente aterrorizantes de seu universo.

No reino dos seres inorgânicos temos a muito prazeirosa impressão de flutuar e nos movemos a grande velocidade. Os seres inorgânicos são entidades “femininas” buscando energia masculina, que é muito estranha em seu universo, um universo que é muito perigoso para ser visitado por homens na maioria das vezes. Os bruxos dos tempos antigos decepcionaram-se com os seres inorgânicos, porque não conseguiram as recompensas que esperavam e julgavam merecer.

Eles acreditavam que os seres inorgânicos os ajudariam, por exemplo, contra os invasores espanhóis. O grupo de Carlos Castaneda constatou a capacidade dos seres inorgânicos de sentir afeto, um afeto genuíno e profundo, relaxante como nenhuma outra coisa. Eles fazem coisas pelos bruxos devido ao seu afeto livre e sem expectativas. Os seres inorgânicos estão dispostos em nos ajudar sem ter em conta a brevidade de nossas vidas em relação ao tempo de vida deles. Quando nos pomos em contato com eles através de um profundo afeto, eles nos tornam capazes de prolongar nossa atenção, nossa consciência.

Do ponto de vista da razão, os seres orgânicos podem parecer-nos como demônios, já que estão interessados em estender nossa consciência de maneira tal que chega a ser quase eterna, em troca de um intercâmbio de energia.

O velho nagual dizia que são como nossos primos, existindo em uma linha paralela a nossa. A única forma de aumentar nossa potencialidade é entrando em seu mundo. Os seres inorgânicos não nos ajudam por caridade. Dom Juan dizia que o universo está permeado por uma onda de profundo afeto, do qual os seres inorgânicos estão cheios. Quando essa onda de afeto nos golpear, deixem que ela os leve, porque ela permite que o Espírito os leve, então voamos em direção ao Infinito. Estaremos navegando num intrépido vôo, em extase, com total abandono. Não haverá meio de expressar tal experiência e isso também não terá importância.

— Transcrito a partir das anotações de Rich Jennings – das conferências de Taisha Abelar e Florinda Donner Grau
– Compartilhado por Michael Nazareth

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