“(Carlos Castañeda:) Os juízos que nós fazemos sobre todas as coisas convertem nosso mundo em algo cada mais vez mais previsível, até que a possibilidade de visitar outros mundos se converte em um conto de fadas.

Para o homem moderno absolutamente tudo o que existe cai dentro de determinadas categorias. Somos máquinas de etiquetar. Enquadramos o mundo e o mundo nos enquadra. Se uma vez, por algum motivo, matastes um cão, serás visto como um “assassino de cães” por toda a tua vida ainda que jamais voltes a tocar em um. E essas classificações se herdam!

Energeticamente, as pessoas ficam marcadas. O exemplo máximo dessa propensão absurda de classificarmos tudo é o que os crentes chamam “o pecado de Adão e Eva”, por cuja causa todos somos pecadores, e ademais, nos comportamos como tais.

Nos convertemos em carcereiros perceptuais dos demais. A cadeia do pensamento humano é muito poderosa. Até nossos sentimentos mais profundos estão catalogados e ordenados de maneira que não nos escape nada. Um exemplo disso está no modo como nós nos alienamos do tempo real para cair na repetição dos estereótipos. Temos uma coleção de datas pré-fixadas: o dia das mães, dos mortos, dos namorados, aniversários de nascimento e de casamento..São como estacas onde amarramos nossa vida
para não nos perdermos”.

(Encontros com o Nagual, Armando torres)
(Compartilhado por Felipe Matus)

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