O Prof Todd Murphy é um neurocientista budista, e foi aprendiz do Dr. Michael A Persinger, ex diretor do Programa de Neurociência Comportamental da Laurentian University. Ele é um dos cientistas com mais publicações em sua geração, um dos mais revisados e citados academicamente.

Ele é também o inventor do “God Helmet”, um aparelho utilizado para estimular certas regiões do cérebro..Na palestra a seguir, Todd Murphy apresenta algumas das descobertas de suas pesquisas:

https://www.youtube.com/watch?v=zqrpKUTMXgY&t=2568s

O Sistema Límbico, que de certa forma está encerrado nos lóbulos temporais, a parte do cérebro logo acima das orelhas, é formado, em cada lado, por uma amídala, um hipocampo, e um núcleo caudal.

Quando a amídala do lado esquerdo é ativada, são desencadeadas emoções positivas: alegria, êxtase, elação. E na do lado direito, surgem sensações de medo, depressão, angústia, desespero.

O hipocampo esquerdo lida com palavras e com o significado linear delas. Ele tende a uma interpretação mais pessimista dos fatos. Já o do lado direito lida com um tipo de “pensar silencioso”, com a contextualização do que é dito e com a percepção espacial. Ele tende a uma interpretação otimista dos fatos.

O núcleo caudado da direita, quando ativado, produz relaxamento, e o da esquerda, excitação.

No experimento, os participantes eram deixados em um quarto absolutamente escuro, equipados com o Helmo.

Na fase 1, o lado direito do cérebro era estimulado, e os participantes se sentiam realmente assustados, querendo encerrar logo o experimento.Na fase 2, o lado esquerdo era ativado, e eles entravam em um estado de puro êxtase. Nessa etapa havia a sensação de alguém estar presente na sala com eles..Quando a conexão entre os dois lados era quebrada, ocorriam dois cenários:no primeiro, o sentido de eu do lado direito podia ser projetado pra fora, e 80% dos participantes tiveram a sensação de uma presença no local. Sempre que tentavam focalizar a atenção nela, a presença mudava de lugar. Uma pequena parte (2%) descreveu ter uma visão de Deus.
Já no segundo cenário, o eu do lado direito do cérebro se tornava dominante, dando lugar a um tremendo silêncio interior.

Uma das constatações a que chegaram, é a de que temos dois sentidos de eu, de características bem diferentes: um para o lado esquerdo do cérebro (e direito do corpo) e outro para o lado direito do cérebro (e esquerdo do corpo). E embora trabalhem juntos, o do lado esquerdo do cérebro é o dominante na maioria das pessoas. Esse “eu” é constantemente reconstruído através do falatório externo e interno.

E, sendo os lóbulos temporais as regiões do cérebro relacionadas às alucinações, a outra constatação a que chegaram é de que o sentido de “eu” é ele, também, uma espécie de alucinação.

Família Doble

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