Diálogos sobre a mente dos voladores, entre Luarin Gallanodel e Jeremy Christopher

Luarin Gallanodel: Olá Jeremy Christopher!
Até aonde me lembro, Carlos Castañeda escreve em seus livros que o suicídio seria a marca dos voladores, então creio que essa ideia de cogitar a morte viria deles correto?
Quem em sã consciência quer o mal para si mesmo?
Afinal, o Caminho, qualquer Caminho, acaba resultando na reordenação das fibras luminosas e consequentemente em uma vida mais rquilibrada e sadia, em todos os seus aspectos.
Bom, pelo menos é o que percebo.

Jeremy Christopher: De um jeito ou de outro vem deles Luarin. E do estado de limitação perceptiva patrocinado por eles. As sugestões deles se apoiam na identificação da percepção com parte das emanações internas. O PA em si é de certa forma “indiferente” à morte ou à vida. Mas quando se identifica com algo veste essa roupa e o sentimento desse algo. A mente voladora nos estimula a nos afundarmos na identificação e no esquecimento da totalidade. Porque assim nos tornamos “tangíveis” pra ela, ao alcance de sugestões. E aí a falsa mente tem portas abertas pra explorar nossos pontos cegos, nossa sugestionabilidade, pra intensificar esse sentimento de separação. E tentar fazer do experienciar um inferno de tempestades emocionais ou tédio até que a sugestão da morte pareça cogitável como forma de libertar a fixação do PA. O antídoto pra isso tudo acho que tod@s aqui sabem.

Luarin Gallanodel: Olá Jeremy Christopher!
Creio que o antídoto seja silenciar os pensamentos, para que se possa evitar a identificação e a sugestão forânea.
Então quer dizer, que mesmo os que tem a morte mais simples e agradável, como morrer dormindo, morrem devido a sugestão de separação encutida durante anos a fio?
Pelo menos foi isso o que compreendi.

Jeremy Christopher: Olá Luarin! A morte energeticamente falando não é causada literalmente pela influência dos voladores, mas pelo fato de termos uma brecha no casulo e pelos impactos constantes que a força rolante das emanações da águia causam nessa brecha. Em outras posições perceptivas, que não a da racionalidade, essa força continua agindo, só em velocidades diferentes. O que a influência dos voladores alimenta é a identificação com as emanações internas, causando por um lado a aceleração desse processo, através da agitação, desgaste ou desespero emocional criado, e por outro a nossa incapacidade de acumular energia e desprendimento emocional suficiente pra lidar com a intensidade da morte sem perder a consciência. Nesse sentido dá pra dizer que as sugestões deles são as causadores não da morte, mas do fato da morte nos matar.

Luarin Gallanodel: Compreendo, então seria possível viver anos a fio sem a influência dos voladores?
Podemos chegar a “selar” essa brecha? Seria possível?

Jeremy Christopher: Até onde eu sei não é possível selá-la por completo, Luarin! Só mantê-la fechada temporariamente. Essa foi a obsessão dos videntes muito antigos ao que se sabe. E tentaram uma variedade de formas de fazer isso. Desde a mumificação, até manipular a estrutura do casulo pra reduzir o tamanho da brecha, se transformando em outros tipos de ser. O caso máximo que se tem relato da tentativa de selar a brecha é o do Inquilino, que sobreviveu vários séculos assim pegando energia emprestada de naguais. Mas a compreensão dos videntes modernos é de que em todos os casos eles só conseguiram adiar a morte e se meteram em confusões complicadas. A meta dos videntes modernos se inverteu completamente, como resultado da espreita de si, e eles aspiram ao invés disso libertar o ponto de aglutinação do casulo.
E é possível sim viver anos a fio livre da influência dos voladores ou com ela drasticamente reduzida, E num estado que tenda a expulsá-los quando tentam se aproximar.

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