O duplo é você não limitado pelo espaço e pelo tempo.
O duplo é o você que existe além dos confins da realidade física que você pode sentir que é a única realidade que existe agora, aqui neste lugar.
Mas nesta vida você é o duplo e o duplo é você; você é dois, você é um, você é Janus.
Você pode achar esse duplo em seus sonhos, e quando você encontra este duplo, não é um estranho que você vai encontrar; o que você realmente encontrará é VOCÊ.
O duplo não é um Portal Estelar, porque o duplo está por sua própria natureza em todos os lugares e em nenhum lugar.
O duplo não é um veículo para o eu imortal, porque você é agora imortal.
Não há tempo, como geralmente entendemos o tempo, há apenas um infinito agora.
Não há espaço como geralmente entendemos o espaço, há apenas um infinito aqui.
Já que esse é o caso, já que é assim, o que quer que você seja agora você será para sempre.

Mas como você pode dizer isso, não vamos todos morrer?

Você fala de dissipação do eu, do fim da individualidade quando a bolha estourou.
Sim minha querida, é isso que eu disse, a confusão está no fato de que as palavras são mentirosas, e quando pensamos demais com elas, elas nos enganam.
No mundo de um infinito aqui, em um infinito agora, não há dissipação de você agora, aqui, como você entenderia essa ação, esse termo.
Não é por isso que estamos lutando, por essa necessidade de viver para sempre como algum vampiro entediado em algum romance, não é disso que se trata a batalha; de muitas maneiras, acredite ou não, nós já estamos assim, então não há necessidade de lutar por isso.

A batalha é sobre expansão, é sobre crescimento, sobre o desenvolvimento do indivíduo através de um meio de ação que não pode ser medido usando uma régua ou um relógio.

Alguém me perguntou: “você acredita em reencarnação?”
Sim, claro acredito, é a minha resposta, mas para explicar o que a reencarnação significa para mim, eu teria que apontar todas as maneiras pelas quais o que eu chamo de reencarnação, pode não ser o que a reencarnação é para você.

Pense nisso; Se nós realmente vivemos, como a ciência parece estar descobrindo, em um agora infinito onde o espaço é apenas uma ilusão dos sentidos, então como poderia a reencarnação ser possível?
Está você vinculado a alguma lei cármica, onde, uma vez você pode ser um rei ou rainha, e outras vezes um verme se contorcendo no chão, porque você fez algo que chamamos de ruim?
A resposta está fadada a ser sim, você é um prisioneiro da lei kármica, e também não, você é o infinito agora, limitado por nada.
Esta tem que ser a resposta, porque em um infinito não-lugar-agora, a progressão cármica não pode ser o que você pensa que é. E o eu imortal acena, mas acena de uma forma que certamente está além da consciência fisicamente sensual.
Se o duplo é você sem as partes fisicamente sensuais que o prendem a essa realidade agora, então como as explicações da existência desse duplo podem ser explicadas simplesmente usando termos fisicamente sensuais típicos, como palavras.

Quando falo da busca pelo eu imortal, quando falo da fórmula alquímica interior para encontrar o imortal dentro de você, para encontrar o duplo dentro de você, sou forçado a usar aquelas palavras desprezíveis que mencionei.

Por que eu odeio essas palavras que eu amo escrever?

Porque mesmo sem querer, essas palavras sempre enganarão. As palavras devem enganar, entende, elas não pretendem, realmente, mas pela sua própria natureza, como escorpiões montados nas costas de um sapo, isso é o que elas fazem … Elas foram criadas afinal por um eu fisicamente atado, um aspecto do eu que dorme através da vida como um escravo e sonha todas as noites com um duplo, nunca suspeitando que seja esse duplo, que então nunca percebe o que é e o que poderia ser, que parte dele já é!
Fora desses limites de espaço e tempo, o duplo ri e chora, pois não procura em nenhum lugar encontrar um aspecto de si mesmo que se desafie, que está sendo desafiado pela limitação do mundo físico.

Ouçam-me então companheiros de viagem. Vamos todos concordar em ouvir nossas palavras, todas essas palavras, porque elas são as únicas coisas com as quais temos que nos comunicar neste lugar lotado e nublado.

Mas vamos colocar essas palavras sob o maior escrutínio possível, porque se não o fizermos, essas palavras nos enganarão e nos aprisionarão dentro das prisões de nossa própria ilusão.
Então, com estas palavras, sabendo como elas podem nos enganar, usando termos simples, da minha perspectiva alquímica pessoal; a reencarnação é real e não real, para o caso de você poder se interessar pela opinião dessa individualidade … e o duplo não é um Portal Estelar.
Isto é assim porque o duplo está em toda parte e é todo mundo, nada mais é possível.
A busca não é para a imortalidade como você pode imaginar a imortalidade, porque se o que você está procurando é um você eterno fazendo alguma coisa humana sem fim, então você não precisa se preocupar porque neste lugar aqui e agora você já tem, e você terá para sempre. Isso faz parte da maldição da limitação física dentro da vastidão do lugar-nenhum e do tempo todo; é a maldição do Eterno Retorno como um lunático uma vez a denominou.
A busca é pela evolução, mas não pela evolução em termos de uma ordem progressiva linear através do espaço, à medida que você julga o tempo flutuando em torno dela; em vez disso, é evolução através da expansão de uma maneira que não pode ser medida com seus olhos, seus ouvidos, suas mãos ou qualquer outro aspecto físico de seu eu limitado neste lugar agora, aqui.

É a evolução além da humanidade.

Essa evolução, essa projeção além do imortal que você é agora, leva você para o infinito Lá fora … para o próprio coração do que você pode chamar de Caos.
Olhar para o rosto do Sol Negro, olhar a face da singularidade no centro deste universo, sacudir, tremer e perder tudo o que você define como mente agora, para se despedaçar em pedaços incomensuráveis e acordar para um mundo além de sua compreensão, para regras além da crença … esta é a busca do alquimista, esta é a verdadeira busca do verdadeiro eu imortal; do duplo.

Como você chega lá, como você quebra os grilhões do tempo e do espaço?

Ah, eu tenho tantas histórias-sem-fim para contar!

John Kreiter
https://www.facebook.com/johnkreiterdotcom/
Traduzido por J Christopher

2 respostas
    • Nagualismo
      Nagualismo says:

      Olá Daniel, agradecemos o seu comentário. Como o autor optou pela palavra “sensual”, em inglês, ao invés de “sensory”, que seria literalmente “sensorial”, e uma vez que a palavra “sensual”, em ambos os idiomas, abarcam tanto aquilo que é relativo aos sentidos quanto a noção do prazer extraído deles, houve naturalmente a preferência por conservar o intento original do autor na escolha das palavras.
      J Christopher

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