“Áreas da vida tonal podem ser compostas por ressignificações naguais. O processo de ressignificação da vida cotidiana, o encanto do infinito que parte do olhar para a materialidade das coisas.

As áreas que devem receber atenção são as esferas que formam a personalidade, o corpo físico, o corpo mental e o emocional. Na esfera mental e emocional se constroem as ilusões mentais do tempo e espaço, a consciência de ego que pessoaliza as infinitudes da vida e os condicionamentos sobre sexualidade. As esferas funcionam entre si, interpelam-se e inter-relacionam-se como uma estrutura estruturada e estruturante dos condicionamentos sociais. O corpo é o cabide onde são colocadas as roupas sociais. O corpo é vestido culturalmente de acordo com as construções sociais, ou seja, o corpo é performado, no sentido mais amplo e também abstrato.

No exercício nagual o corpo atua como canal para liberar gradualmente esses entraves (passes de poder), o trabalho no corpo mental permite a atuação direta com a energia da vontade. E a esfera emocional fortalecida gradualmente fornece pernas fortes no caminho. Essas três esferas são, de fato, como uma armadura. Se estiverem disciplinadas trazem proteção do poder pessoal que se constrói através da armadura dourada da sabedoria.

Tendo em vista que o social precede qualquer coisa, em relação a primeira atenção, os deslocamentos de percepção vão sendo dinamizados, viabilizados e analisados harmoniosamente dentro do ambiente matrixiano, de modo que a(o) praticante não exaure ainda mais sua energia invés de acumula-la.

Há pontos energéticos atrofiados historicamente no corpo energético das mulheres. Essa especificidade deve ser levada em consideração, pois afeta fortemente a forma de expressão humana. Então, quando se questiona o porquê de não haverem muitas mulheres afincas no caminho do nagual, comunicando suas práticas e trabalhando em cima da escrita para melhor fluir o caminho, de fato está ligado ao canal de comunicação historicamente bloqueado e inferiorizado pelo patriarcalismo, impedindo que flua a comunicação confiante e empoderada das mulheres. Além disso, o ponto energético mais forte, o útero, é violado de inúmeras formas, seu poder é enfraquecido pela medicalização desde a tenra idade e os ciclos naturais da menstruação desregulados. Os hormônios da maioria das mulheres são desarmônicos sinteticamente controlado através de métodos de contra conceptivos e levam anos para estabilizarem-se a partir da tomada de consciência e vontade. Há inúmeras formas de controle do corpo da mulher e esse controle está contido nos centros energéticos até o mais sutil inconsciente.”

– La Loba

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