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O Lugar da Não Piedade

“Quando os afazeres diários procuram nos absorver e fazer-nos dar demasiada atenção à eventos relacionados a nossa identificação pessoal e socio-cultural, não importando quais o sejam, surge um impasse.

Já surge o conhecimento silencioso avisando do primordial: você está vazio o suficiente?

O Nagual Juan Matus comentou as camadas da cebola de nosso mundo e nesse comentário há um segredinho de visão: tudo é sobre camadas.

Quando se está na transição entre perder a forma humana e a identificação e já se tem certo grau de vazio/silêncio interior (que eu não sei como foi para vocês, mas da minha vivência notei que o silêncio é algo que se constrói aos poucos, cada vez com a percepção mais silenciosa, fora os casos de deslocamento (ainda o deslocamento também é útil como ensinamento corporal profundo) as situações mexem com você mas não te afetam de todo, o intento inflexível não permite de todo, por mais que a situação seja envolvente.

Note que a situação agora te revela um material. Essa situação não te afeta num nível de auto-piedade e essa auto-piedade é logo identificada, a cara dela é muito evidente para um guerreiro deixa-la passar despercebida.

Aí com os não-fazeres apropriados o lugar da não-piedade é atingido mesmo em uma situação envolvente e, somada a recapitulação, as coisas vão se encaixando.

Não há tempo e o jogo é caro. Os nossos semelhantes se entregam o tempo inteiro, seus corpos os entregam, são uma presa. Nós não podemos nos dar o luxo de ser uma presa.

Evidentemente isso não quer dizer que o guerreiro enterra seus sentimentos, eles simplesmente os organiza na ilha de forma mais estratégica. Essa organização vai permitir uma movimentação mais livre do ponto de aglutinação, avenidas limpas.”

– Diego Alex

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