“Nos tornamos humildes ao passo que nos vemos fracos,
quando as possibilidades de risco estão iguais perante o outro
E acaba que para surtir o efeito necessário de algumas equações
Mentais e emocionais
Implodimos redes do inconsciente
Submergindo fragmentos a superfície da pele
Para serem expelidos pra fora

O inicial
O momento da aurora
Se dá em catarses
Pra assim plugar as informações necessárias
E com o devido tempo formar
O tecido do entendimento completo
Nuances dos diversos Eu
Contemplados

Me abrace e traga-me ao seu colo grande mãe
Eu bocejaria quiçá veria no entre tempo de piscar
Luzes verdes para que então o nexo das coisas voltasse
A reluzir no chão do meu apelo
As odiosas capas de um involucro humano
Não se engane em achar que é a casca
Distorcida pela dor de cabeça que sinto
De tanto chorar o furor do fundo dos teus olhos
Estranhas desordens
Contempladas
Você aqui e lá
Enfim nos encontramos
Mostre-me a verdade do que já aconteceu
Sinceramente eu não percebi de antemão
Acontece que após o momento inicial eu consigo me debruçar a mim
E a complexidade de voltar o olhar para 250 mil segundos atrás me contém
Porém o que preciso realmente
É retratar que não me era possível
Ver a grande imagem das coisas que já se foram pelo tempo linear
Parece que o corpo de éter foi reativado desde o momento que o concebi na minha existência
Meu pulmão soube que o ar não seria o mesmo
Entretanto como poderia pedir a você para me deixar aqui como uma consciência silenciosa
Observando os fatos mais dolorosos que presenciamos.

Amanhã caminharemos por caminhos tortuosos assim como esse
Mas agora você tem uma lição muito importante já digerida
A existência humana te propõe um palco para refrear a sua linda arrogância
A autoimportancia só se desfaz quando a ultima lágrima seca ao vento
Depois de ferir-se com sua própria flecha
E se deixar envolver a autopiedade não sobreviverá

Quando você começa a caminhar
O caminho aparece
E o que era uma grande montanha de dois cumes
Se torna um horizonte a ser contemplado”

– La Loba

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