infinito

O Lado Ativo do Infinito – Além da Sintaxe: O Condutor

Neste capítulo, don Juan apresenta a Castaneda a técnica de feitiçaria da “recapitulação” — um relato formal e meticuloso de toda a vida de uma pessoa a fim de criar um “espaço” para novos conhecimentos. Ele explica a visão dos feiticeiros sobre o universo, onde a percepção é montada no “ponto de aglutinação” à medida que os filamentos de energia do “mar escuro da consciência” são interpretados. O objetivo da recapitulação é oferecer as experiências de vida de alguém de volta a essa consciência cósmica no momento da morte, salvando assim a força vital da pessoa. Para iniciar este processo, don Juan diz a Castaneda que ele deve primeiro encontrar um “introdutor”, uma única memória poderosamente clara que iluminará todas as outras. Deixado para a tarefa, Castaneda recorda vividamente um evento formativo de sua infância: ser um prodígio do bilhar secretamente empregado por um notório jogador, Falelo Quiroga. Este acordo culmina quando Quiroga exige ameaçadoramente que Castaneda perca propositalmente uma partida de altas apostas. Antes que Castaneda seja forçado a escolher, sua família se muda, deixando o dilema sem solução. Don Juan explica que esta memória é o introdutor perfeito, pois encapsula o conflito central e não resolvido da vida de Castaneda: estar preso entre o desejo de abraçar o infinito e o impulso simultâneo de fugir dele.

O Lado Ativo do Infinito – Além da Sintaxe: O Condutor Read More »

O Lado Ativo do Infinito – Viagens através do Mar Escuro da Consciência

Neste capítulo final do livro, don Juan esclarece que o “sonho-fantasia” anterior de Castaneda de encontrá-lo na cidade foi, em termos de feitiçaria, uma “jornada através do mar escuro da consciência” real, possibilitada por seu silêncio interior acumulado. Ele diferencia isso de “sonhar”, a arte de deslocar deliberadamente o ponto de aglutinação para perceber outros mundos. Guiado por don Juan, Castaneda empreende uma jornada deliberada a partir do silêncio interior, encontrando-se transportado para uma cidade Yaqui hostil onde de repente consegue entender sua língua, não palavra por palavra, mas em padrões de pensamento. Em seguida, ele se encontra em outra cidade, onde percebe as pessoas não como ovos luminosos, mas como estranhos núcleos insectoides de formas geométricas com um filamento semelhante a uma corda no topo. Após essas jornadas inexplicáveis que quebram a continuidade do tempo, don Juan explica que este é o efeito do silêncio interior: ele permite viajar através do mar escuro da consciência, guiado pela força do intento.

O Lado Ativo do Infinito – Viagens através do Mar Escuro da Consciência Read More »

O Lado Ativo do Infinito – A Consciência Inorgânica

Neste último capítulo do livro, don Juan revela que é o líder de um grupo de quinze feiticeiros. Ele então apresenta a Castaneda o conceito de “consciência inorgânica”, explicando que nosso mundo é um mundo gêmeo, coexistindo com um mundo complementar povoado por “seres inorgânicos” — entidades que possuem consciência, mas não organismo. Ele classifica ainda esses seres, distinguindo os “primos de primeiro grau” de nosso mundo gêmeo dos “batedores” ou “exploradores” das profundezas do universo, alguns dos quais os feiticeiros chamam de “aliados”. Para dar a Castaneda uma experiência direta, don Juan o guia em outra jornada a partir do silêncio interior. No deserto de Sonora, Castaneda encontra dois seres que se identificam como seus aliados. Ao encará-los, ele consegue ver além de sua aparência humana para perceber sua verdadeira forma: manchas vibrantes e informes de luminosidade. Don Juan explica que isso é ver a energia diretamente, e que nossa cognição normal limita nossa percepção ao interpretar tudo. Ele instrui Castaneda a, doravante, encarar qualquer aparição com uma atitude inflexível para ver sua verdadeira natureza energética.

O Lado Ativo do Infinito – A Consciência Inorgânica Read More »

Um Diário de Hermenêutica Aplicada – Terceiro Princípio do Caminho do Guerreiro: A percepção deve ser intentada em sua completude

Castaneda apresenta a terceira premissa do caminho dos guerreiros: “A percepção deve ser intencional em sua completude”. Ele relata que Don Juan Matus ensinou que toda percepção é inerentemente neutra e deve ser aceita sem julgamento. Don Juan distinguiu seus ensinamentos como entradas de um “livro de navegação” que detalhava as percepções diretas dos feiticeiros. A chave para essa premissa é reinterpretar a energia sem a mente, um ato que exige todo o ser. Essa interpretação completa é obtida por meio da união com a mente. Essa interpretação completa é obtida por meio da união do corpo físico e do “corpo energético”. Portanto, pretender a percepção em sua completude significa reinterpretar a energia com essas duas partes essenciais de si mesmo totalmente engajadas.

Um Diário de Hermenêutica Aplicada – Terceiro Princípio do Caminho do Guerreiro: A percepção deve ser intentada em sua completude Read More »

Comentários de Castañeda sobre Ver, Energia inanimada, Energia Animada, Seres Orgânicos e Inorgânicos

“Para os feiticeiros da linhagem de dom Juan existe a cognição do homem moderno, e existe a cognição dos xamãs do México antigo. Dom Juan considerava estes dois como sendo mundos completos de vida cotidiana intrinsecamente diferentes um do outro.

Comentários de Castañeda sobre Ver, Energia inanimada, Energia Animada, Seres Orgânicos e Inorgânicos Read More »

Translate »