Carlos Castaneda

Grandes Bandas de Emanações – O Fogo Interior

Don Juan continua sua explicação sobre a consciência, introduzindo o conceito de grandes bandas de emanações. Ele explica que as emanações da Águia são agrupadas em 48 bandas na Terra, com 8 produzindo consciência (uma orgânica e sete inorgânicas). Ele desenvolve sobre os três “feixes” de consciência (bege-rosado, pêssego e âmbar) que atravessam essas oito bandas, com os humanos sendo conectados ao feixe âmbar. Don Juan enfatiza que o verdadeiro entendimento vem da visão direta em vez de mero inventário. Ele descreve seres inorgânicos e suas características únicas, contrastando-os com a vida orgânica. A conversa então muda para a natureza dos diferentes mundos montados pelo ponto de encaixe e como o excedente de energia permite a um vidente perceber outras bandas. Don Juan também discute a relação especial entre o homem e as plantas, observando as posições variáveis de seus pontos de encaixe e como os velhos videntes exploravam isso para a feitiçaria, muitas vezes se transformando para acessar reinos mais profundos. Ele conclui enfatizando o foco aberrante dos velhos videntes em quebrar barreiras perceptivas, mesmo através de transformações perigosas, que os novos videntes evitam amplamente.

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A Espreita, o Intento e a Posição de Sonhar Acordado – O Fogo Interior

Don Juan continua seus ensinamentos sobre a maestria da consciência, introduzindo as três pedras angulares das práticas dos novos videntes: a maestria da espreita, a maestria do intento e a maestria do sonhar acordado. Ele explica que a espreita, um controle sistemático do comportamento, desloca sutilmente o ponto de encaixe e foi desenvolvida de forma única pelos novos videntes para lidar com pessoas. A maestria do intento envolve compreender e guiar propositalmente a “vontade”, a energia de alinhamento que molda a percepção. Don Juan então elabora sobre o sonhar acordado, revelando-o como a maneira mais eficaz de mover o ponto de encaixe, começando com seu deslocamento natural durante o sono. Ele detalha os perigos do sonhar acordado, enfatizando a necessidade da sobriedade e do caminho do guerreiro para cultivar a força interior necessária para guiar o deslocamento do ponto de encaixe nos sonhos. Castaneda presencia o corpo de sonhar acordado de Genaro em ação, uma mancha luminosa não humana, e aprende que a verdadeira maestria permite acordar em diferentes “posições de sonhar acordado”. O capítulo sublinha que a impecabilidade e a intento inflexível são essenciais para alcançar esses deslocamentos e o pleno potencial de um guerreiro, permitindo até mesmo o sonhar coletivo entre videntes.

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Comentários do Autor por ocasião do trigésimo ano de publicação de “A Erva do Diabo”

Neste comentário, Carlos Castaneda reflete sobre o trigésimo aniversário de seu livro, “A Erva do Diabo”. Ele aborda os desafios iniciais de seu trabalho de campo antropológico com o xamã yaqui Dom Juan Matus, destacando o apoio do Dr. Clement Meighan e do professor Harold Garfinkel, cujas influências moldaram sua profunda imersão no estudo da cognição xamânica. Castaneda explica que seu trabalho evoluiu da mera coleta de dados para a internalização da percepção única da realidade dos xamãs, centrada em **fatos energéticos** como o **”ver”** a energia diretamente e o conceito do **ponto de encaixe**. Ele aprofunda a compreensão dos xamãs sobre o cosmos, a **consciência** e a **”jornada definitiva”** além da morte, apresentando essas ideias como uma “revolução cognitiva” oferecida por Dom Juan.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Segunda Princípio do Caminho do Guerreiro: Nós Somos o que Nossa Concepção É

Castaneda apresenta a segunda premissa do caminho do guerreiro: “Nós Somos o que Nossa Origem É”. Ele transmite o difícil ensinamento de don Juan Matus de que a constituição energética de uma pessoa é profundamente moldada pelas condições de sua concepção. Don Juan usou o termo “foda entediada” (F.E.) para aqueles concebidos sem excitação parental genuína, que são, consequentemente, energeticamente fracos e carentes. O conselho prático de don Juan para uma F.E. era tornar-se um “avarento de energia” através da abstinência de comportamentos que drenam. O objetivo final, ele explicou, é refazer a si mesmo ao “intentar o inconcebível”, usando qualquer faísca emocional ou sensorial disponível como combustível para essa transformação.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que são Guerreiros Guardiões?

Neste diário de bordo, Castaneda define um “guerreiro guardião” como o termo de don Juan Matus para um feiticeiro – alguém capaz de interromper seu sistema normal de interpretação. Ele explica que o grupo conhecido como os Chacmools foi dissolvido de acordo com os ditames da energia, uma força que um guerreiro deve obedecer. Um novo grupo selecionado pela energia, os Rastreadores de Energia, os substituiu. Castaneda transmite a explicação de don Juan sobre o rastreamento de energia como seguir o rastro do fluxo de energia, que é experienciado como uma sensação física em vez de uma visão. Este novo grupo se formou naturalmente e desenvolveu essa capacidade, permitindo que a energia se revelasse a eles.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Leitores do Infinito

Nesta nota do autor, Castaneda reafirma o objetivo do jornal: disseminar as ideias do mundo cognitivo de don Juan Matus. Ele relata suas primeiras tentativas malsucedidas de publicar o trabalho, que foi rejeitado por não se encaixar nos formatos convencionais. Ele então anuncia uma mudança significativa: o nome do jornal muda de “O Caminho do Guerreiro” para “LEITORES DO INFINITO”. Este novo título é inspirado no conceito de don Juan de “leitura do infinito”, um estado de percepção alcançado através do “silêncio interior”, onde um vidente pode ler o infinito que se revela no horizonte. O jornal é apresentado como um convite para que todos aceitem este desafio.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que é Fenomenologia?

Castaneda explora o método filosófico da Fenomenologia, desenvolvido por Edmund Husserl. Ele explica seus conceitos centrais, particularmente a “epoché” ou a “suspensão do juízo”, uma redução destinada a voltar à origem da experiência. No entanto, Castaneda argumenta, a partir de sua experiência com don Juan Matus, que essa suspensão do juízo é impossível de ser alcançada como um exercício puramente intelectual. Para os feiticeiros, suspender seu sistema de interpretação não é uma escolha filosófica, mas uma necessidade prática de sobrevivência, necessária para perceber o desconhecido. Ele, portanto, propõe correlacionar as proposições intelectuais da filosofia ocidental com as realizações pragmáticas dos feiticeiros.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Uma Nova Área para a Investigação Filosófica

Castaneda propõe uma nova área de investigação filosófica baseada em dois conceitos centrais dos antigos feiticeiros mexicanos: o “ver” e o “intento”. Ele define o “ver” como a capacidade humana de perceber diretamente a energia como ela flui no universo, usando todo o organismo. O “intento” é descrito como uma força universal e consciente com a qual os feiticeiros podem se engajar através do ato de “intentar”. Castaneda argumenta que a percepção direta da energia pode criar uma nova forma de subjetividade, livre dos limites da linguagem, permitindo uma intencionalidade pragmática e ativa que poderia transformar a filosofia em uma disciplina prática.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que é a Tensegridade?

Castaneda explica que os passes mágicos, a base da Tensegridade, devem ser praticados não como exercício, mas como uma forma de “chamar o poder”. Don Juan ensinava que sua “magia” é um “toque do espírito” que reconecta a pessoa com a força vital. Castaneda observa que a confusão sentida pelos novos praticantes devido ao grande número de movimentos é um artifício deliberado dos feiticeiros para “saturar” a mente e induzir o “silêncio interior”. É a partir desse estado que um praticante adquire clareza e sabe instintivamente como usar os movimentos para continuar o que don Juan chamou de a “jornada de consciência” interrompida da humanidade.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que é Hermenêutica?

Nesta seção, Castaneda introduz o conceito de hermenêutica, traçando sua evolução de um método de interpretação de textos sagrados para uma disciplina filosófica mais ampla. Ele então declara o propósito do jornal: aplicar esses princípios aos ensinamentos de don Juan Matus, um feiticeiro Yaqui. O objetivo de Castaneda é focar na aplicação prática da estrutura interpretativa de don Juan, daí o nome “hermenêutica aplicada”, que enfatiza a praticidade de um feiticeiro em detrimento da filosofia abstrata.

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